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Mesmo com tecnologia, livros de papel seguem em alta

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Bibliotecas públicas de Limeira têm média de 2,5 mil pessoas por mês.

Mesmo com a facilidade oferecida pelos e-books - livros baixados pela internet que podem ser lidos em computadores, tablets e smartphones - os livros tradicionais continuam tendo procura expressiva. Nas bibliotecas públicas de Limeira, passam 2,5 mil pessoas por mês, que fazem em torno de 1,5 mil empréstimos neste mesmo período, segundo dados oficiais do município.
De acordo com a coordenadora das bibliotecas, Lígia Consuelo Araújo, as novas tecnologias não estão distanciando as pessoas do livro. "Ao contrário do que todos pensavam, as bibliotecas continuam sendo frequentadas. Agora até mais do que antes. A sensação do tato, de folhear uma obra escrita é uma coisa que muita gente não abre mão", diz.
O público infantil está perpetuando a cultura de ler livros impressos. Segundo Lígia, as crianças gostam de ir à biblioteca, pois encaram como uma diversão, que estimula o gosto pela leitura e a criatividade. "A biblioteca infantil do município recebe pelo menos 650 crianças por mês e faz, em média, 400 empréstimos mensais. Eles fascinam-se pela arte de capa e figuras internas dos livros, que incentivam os pequenos a ler", comenta. Os adultos também seguem lendo os impressos. Lígia afirma que os livros mais procurados por eles são os de literatura, serviços e para o vestibular. "O pessoal acaba se encantando com a capa, título e acabam emprestando para realizar a leitura. Isso é importante no momento atual, em que o mercado cobra conhecimentos variados, que vão desde um bom vocabulário até percepções apuradas sobre um leque de temáticas", explica.

LIVROS
A professora de inglês, Marisa Pinto de Carvalho, já teve oportunidades de ler livros pelo sistema e-book. No entanto, ela acredita que não tem a mesma graça do que ler um livro impresso. "Quando eu faço download das obras pela internet, acabo imprimindo. Mas, mesmo assim permanece não sendo a mesma coisa", diz a professora, que tem como autores preferidos Julian Barnes e Luis Fernando Veríssimo.
O empresário, Luis Roberto Lotério concorda. Embora use mais o recurso do e-book, Lotério diz que não tem como comparar as duas coisas. Ele afirma que ocorre uma disputa constante entre tecnologia - encontrada no arquivo digital - e o sentimento, contido nos livros impressos. "A gente acaba cedendo ao mais prático, considerando que é possível levar uma biblioteca inteira no e-book, sem pesar. Mas, o coração continua sentindo falta de um bom livro impresso", fala.

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