Valor quase dobrou em 2 anos; ele alega atuação rural.
O empresário Lusenrique Quintal (PSD) declarou à Justiça Eleitoral ter bens no valor total de R$ 22.891.378,42. Quintal é o candidato com o maior valor declarado. Em segundo lugar, aparece o candidato Eliseu Daniel (DEM), com bens declarados no total de R$ 634.848,51. Já Paulo Hadich (PSB) declarou um patrimônio de R$ 423.085,80. Com o valor mais baixo entre todos os candidatos, Kleber Leite (PTB) informou ter apenas um bem, no valor de R$ 18.969.
Comparado à última vez que disputou uma eleição, em 2008, houve uma evolução do valor declarado por Quintal de 96,9%. Nas eleições de 2008, Quintal informou à Justiça bens no valor de R$ 11.620.790,19. De acordo com ele, o crescimento está ligado à compra de máquinas rurais para a produção rural.
"Neste ano, a Justiça Eleitoral juntou a declaração de produtor rural com a pessoa física. Por isso, aparece esse valor alto. Nós também trabalhamos com agricultura e há picos. Tem máquinas que compramos financiadas por meses e, após o término do financiamento, foram transferidas para o meu nome. Praticamente nosso investimento, hoje, está na fazenda", destacou.
O candidato Eliseu declarou nas eleições de 2010 à Justiça Federal um valor de R$ 333.034,87. Em relação a este ano, houve uma evolução de 90,6%. No entanto, o candidato disse que não houve crescimento de seu patrimônio. "O que aconteceu foi que eu atualizei, por orientação do juiz, os meus bens para o valor de mercado. No entanto, os meus bens continuam os mesmos - como a casa e um terreno", frisou.
Em relação às eleições de 2010, o patrimônio declarado por Hadich evoluiu 4,7%. À época, ele informou um valor de bens no total de R$ 403.709,83. Segundo ele, os valores apresentados à Justiça Eleitoral correspondem ao preço de compra. "É importante que se torne pública a evolução de bens dos candidatos e que tenha justificativa", defendeu.
Já o apresentador Kleber Leite declarou apenas ter a participação em posto de combustíveis. Quando foi candidato em 2010, ele declarou à Justiça Federal não possuir nenhum bem. Segundo ele, à época, o posto não estava em seu nome. "Eu sou o candidato mais pobre. O posto acabei passando em meu nome nesse período", relatou.









