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Obra parada e cenário de abandono na praça

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Mais de três anos fechado e não há prazo para volta das atividades.

Continua paralisada a reforma do Museu Histórico e Pedagógico "Major José Levy Sobrinho", fechado desde 2009, já que o contrato com a empresa S. Engenharia e Construções foi cancelado, conforme o Jornal de Limeira divulgou em junho.
Naquele mês, o secretário municipal de Obras, Celso Gonçalves, confirmou ao Jornal de Limeira a rescisão do contrato com a empresa responsável pela obra do museu após vários impasses. A Caixa Econômica deveria avaliar o caso, já que a reforma está sendo realizada com verba do Ministério do Turismo e contrapartida de 20% da prefeitura.
Na tarde de ontem, Gonçalves não quis falar a respeito, apenas informou que sua pasta aguarda aprovação da Caixa Econômica Federal, referente a ajustes de projetos e planilha orçamentária, para se manifestar sobre o assunto. Quanto à revitalização da Praça Coronel Flamínio, onde se encontra o museu, o secretário de Meio Ambiente, Domingos Furgione Filho, disse ainda se encontrar em processo de licitação. A Secretaria do Meio Ambiente terá como função fiscalizar essa obra.
Porém, é necessário concluir o museu para a obra ter início. Com a revitalização, o piso será trocado, o palco que fica na frente do museu será deslocado para o lado oposto e a praça ganhará uma nova iluminação. O orçamento para a revitalização da praça é de R$ 930 mil.

PRAZOS
Inicialmente, o museu deveria ter sido reaberto em 20 de março de 2010, um ano após o início das obras. Após os adiamentos, o último prazo estabelecido foi 1º de abril de 2012 - são quatro meses de atraso desde então. A obra, orçada em R$ 1.290.301,50, teve um acréscimo em seu valor final com aditivos contratuais, chegando a R$ 1.661.547,74.
A estimativa do secretário de Obras, em junho, era de que faltavam 15% dos trabalhos para a finalização da obra, sendo necessários 40 dias de atividades para concluir. Em março, o então secretário interino de Obras, Dagoberto Guidi, disse ao Jornal de Limeira que faltava apenas a instalação de elevador e ar-condicionado.
O Jornal de Limeira esteve na obra e verificou que o local tem aparência de abandono. Até mesmo um colchão e roupas foram encontrados dentro do imóvel, o que indica a presença de pessoas dormindo no interior do prédio. Há pichações recentes na parte externa e recortes nas calçadas do lado da rua Tiradentes que colocam em risco os pedestres.
A população lamenta o atraso da obra e o aspecto de abandono da praça. "Já passou da hora de concluírem a reforma dessa praça", reclamou a dona de casa Maria de Lourdes da Mata, 58. Para a aposentada Ary Lázara da Silva Rocha, 76, o aspecto é "péssimo". "Vejo Limeira de uma forma que nunca vi antes. É um desprezo permitir que a obra fique parada por tanto tempo e a praça numa situação dessa", reclamou.

1 Comentário

  • Luis Antonio de Sousa

    Diante de tanto descaso no tocante obras públicas era pelo menos que o Secretário da Obra perdesse o cargo e quem poderia fazer isto seria o Ministério Público em conjunto com o Juiz da Fazenda Pública já que dos vereadores infelizmente não podemos esperar nada haja vista que durante todo período deste governo seja no cassado ou não em sua maioria foram subservientes ao Executivo nos seus desmando e descaso.Portanto, todo este abandono é resultado processo de visão mesquinha irresponsável de se ver o estado dele e da indiferência, omissão, comodismo e negligência de outros poderes públicos que fizeram e fazem vista grossas ao desleixo de outro copoder público.

    Relatar Luis Antonio de Sousa Qua, 08 de Agosto de 2012 13:35 Link do comentário

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