Equipamentos arrecadam mais de R$ 2 milhões no 1 semestre.
O excesso de velocidade é a principal causa de infrações no trânsito da cidade. Como o Jornal de Limeira divulgou ontem, os radares móvel e fixo foram os responsáveis por mais da metade de todas as multas no município durante o primeiro semestre. De acordo com a Secretaria dos Transportes, os critérios para a escolha dos locais dos radares são o de fluxo de veículo, o índice de acidentes e a velocidade limite da via.
O radar fixo da avenida Flávio Roque da Silveira, na altura do número 55, na região do bairro Cecap, é o local que mais registrou multas neste semestre. Foram 4.229 infrações, de um total de 25.957. Moradores próximos à avenida reclamam que, mesmo com o radar, os carros não respeitam a velocidade máxima permitida no local. A principal reclamação é a falta de faixa de pedestres. "Atravesso a avenida todos os dias com meus filhos e nenhum motorista aguarda para atravessarmos. Minha sogra estava esperando na calçada para atravessar quando um carro em alta velocidade perdeu o controle e a atropelou", relata a doméstica Shirlei Dias. O marido, José Dias, também passa pelo local com frequência e afirma que os motociclistas não respeitam nem a existência do radar. "Além de passarem em alta velocidade, eles tapam a placa da moto para o radar não identificar", conta.
O montador Rafael Mendes Araújo espera o ônibus todos os dias em frente ao radar. "Eu vejo sempre os veículos frearem em cima para não serem multados, mas continuam andando em alta velocidade", afirma. "Eles (a prefeitura) acham que é só colocar o radar que resolvem todos os problemas, mas falta fiscalização nessa área. A presença de agentes de trânsito para orientar, principalmente nos horários de pico, já ajudaria", acredita Araújo.
SEM INTIMIDAR
A rua Pedro Elias é a segunda com mais registros de multas por radares fixos de Limeira. Somente neste semestre, o radar na altura do número 641 registrou 3.240 multas. No local, há concentração de comércio e grande fluxo de veículos e pessoas. Mas a exemplo da avenida Flávio Roque da Silveira, o aparelho não intimida os motoristas, que acabam não respeitando a velocidade máxima permitida. "Eles sempre diminuem a velocidade quando chegam ao radar porque já se habituaram à localização. Não respeitam nem a faixa de pedestres", relata a vendedora Tânia Ganzarolli, que trabalha em uma loja em frente ao radar.
A comerciante Santina Costa Silva de Oliveira tem sua loja na rua Pedro Elias a alguns metros do radar. "Depois que passam pelo aparelho, os motoristas continuam em alta velocidade e acidentes acontecem com frequência", conta.
O terceiro local com maior número de multas registradas por radar fixo é a avenida Major José Levy Sobrinho, com 3.009 ocorrências. Entre os aparelhos móveis, o do Anel Viário, na altura do Samu, é o com maior registro de infrações, 3.730 neste semestre. O aparelho da via de Dr. Cássio Freitas Levy, na altura do km 6, é o segundo colocado, com 1.367, seguido da avenida Assis Brasil, com 733 multas.
Em relação à implantação de uma faixa de pedestres na avenida Flávio Roque da Silveira e outras medidas de sinalização na rua Pedro Elias, a Secretaria de Comunicações informou que encaminhará os pedidos à Secretaria dos Transportes para estudar o que pode ser realizado.









